Coisas e Pessoas, por Flávio Maneira (meus 43 anos).

Por Flavio Maneira
Categoria: Artigos | Postado em 10-09-2017


Sim, 43 anos. Foram inúmeros erros, sim, nossa condição humana é inexorável quanto a eles.

Mais do que ter a consciência deles é desejável que se aprenda com cada um deles, penso que tive algum avanço nesse sentido em especial a coisas e a pessoas.

Nossa trajetória é feita de “marcadores emocionais” (afinal tudo é emoção, acredite, tudo) e nossa infância tem grande influência nisso, no primeiro momento, protegida e direcionada, seja por nossos pais, irmãos, avós, amigos, professores e por ai vai. Depois chega a pré-adolescência e adolescência, vem junto uma explosão de hormônios e neuroquímica para lá e para cá, uma discussão entre sistema límbico e neocortex (ninguém ganha), muita impulsividade, muita ansiedade, muita briga e muito tudo. Aqui iniciou-se minha fase adulta, através de muito trabalho, estudos, esportes (treino), amigos que vem e amigos que vão.

Mas foi, sem dúvidas,  a partir dos 35 anos que amadureci em alguns pontos jogando a “verdade” comigo e com os outros, foi, e espero que continue sendo, a fase do aprendizado, do conhecimento aplicado, de lidar melhor com a “auto-sabotagem” e lidar melhor com minhas emoções, afinal, ela é o que temos de melhor e de pior.  Sim, espero continuar com os erros e acertos envolvendo coisas e pessoas, entendo que é a única forma de evolução, claro, talvez me atente a não cometer os mesmos erros, a primor com pessoas.

Aprendi a não ter problema algum em mudar de opinião, meu medo é de permanecer na mesma, quando já é outro cenário e outra circunstância, e acreditem, na vida isso é inevitável, está fora da nossa esfera de controle, falando em controle, aprendi a investir menos energia no que não está na minha esfera de controle e mais no que está.

Aprendi muito com “coisas” e com “pessoas”. Aprendi que tem coisas que não mudam e que tem pessoas que mudam muito. Aprendi que não tenho que aceitar pessoas que me ferem de alguma forma e que também devemos dar espaço ao novo, sejam coisas, sejam pessoas, o novo promove novas experiências e isso é vida: experiências. Ela é nossa, ela é única.

Aprendi que ter um propósito é mais importante que ter dinheiro, mas que dinheiro sem propósito funciona também. Aprendi a ter menos coisas e “menos amigos”. Aprendi que não devemos sair correndo atrás de soluções quando temos um problema, muito pelo contrário, ou seja, quanto maior é a dimensão do problema, mais o cuidado da análise e mais cenários hipotéticos devem ser feitos, mas de nada adianta, se não tivemos um plano de ação. Aprendi também que muitos tem um “plano de ação”, mas poucos, bem poucos, o colocam em ação. Aprendi que o “tempo”  é poderoso!,  portanto, também aprendi a cuidar muito bem dele e dessa forma sigo minha jornada, investindo ele em coisas, mas em especial, em pessoas, pois amo gente (algumas mais!) amo ver gente performando melhor e amo olhar para o futuro, viver o presente e entender o passado.

Por fim, segue a frase de Baltazar, da obra “a arte da sabedoria”:  “todos querem ser bons, mas poucos estão dispostos aos sacrifícios necessários para serem excelentes”. Pense nisso.




Comentários


Uma resposta para “Coisas e Pessoas, por Flávio Maneira (meus 43 anos).”

  1. Hozana Cavalcante Meirelles disse:

    Que reflexão bonita !!!!
    O tempo nos permite essa ” sabedoria” que está sempre em evolução.
    Talvez hoje, por ser o seu aniversário, uma nova idade, um novo ciclo, se inicia . Mas, a construção desse novo tempo e da nova idade se deu num processo infinito (ou finito ) ao longo dessa trajetória dos anos.
    Parabéns !!!! Obrigada por compartilhar seus anos de vida com a gente. Seja muito feliz ! Seja sábio !
    Abraço

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